A perigosa ilusão de estar preparado. Sua empresa está preparada para uma crise ou apenas acredita que está? A diferença parece pequena. Na prática, pode ser enorme.
Uma pesquisa da Deloitte com mais de 300 integrantes de conselhos de administração encontrou um paradoxo interessante:
🔹 Cerca de três quartos se consideravam preparados para enfrentar crises.
🔹 Menos da metade, porém, conseguia descrever concretamente quais atividades de preparação suas empresas realizavam.
🔹 E menos de 40% possuíam um plano específico para ameaças reputacionais.
É o que podemos chamar de ilusão da preparação. Ter uma área de Comunicação não significa ter gestão de crise. Ter Jurídico e Compliance estruturados não significa possuir um protocolo claro de decisão. Ter bons executivos não significa que eles estejam preparados para decidir e se comunicar sob enorme pressão.
Preparação precisa ser concreta:
Quem percebe o problema?
Quem aciona o comitê?
Quem decide?
Quem valida?
Quem monitora?
Quem fala?
Quais públicos precisam ser informados primeiro?
E o que precisa acontecer nos primeiros 30, 60 ou 120 minutos?
Há ainda um dado importante: entre conselheiros que já haviam enfrentado crises, quase três quartos disseram que a recuperação levou de um a cinco anos.
A crise pode permanecer algumas horas nas redes sociais. Dentro da organização, seus efeitos podem durar muito mais.
📌 Este é o quarto post da nossa série sobre Radar de Crises, um dos serviços oferecidos pela Corp Comunicação aos seus clientes e parceiros.
Quando a próxima crise chegar, sua empresa terá um plano — ou uma reunião para decidir qual será o plano?
