Escalada de crises: como pequenos problemas podem virar grandes crises

Crise

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O verdadeiro perigo está na escalada de uma crise.

Grandes crises nem sempre começam grandes. Podem começar com uma reclamação recorrente. Uma falha de fornecedor. Um sistema fora do ar. Um comentário de um colaborador. Um vídeo publicado nas redes. Ou um vazamento aparentemente restrito à área de tecnologia.

O risco contemporâneo está justamente na escalada.

Pesquisa da PwC com 1.812 executivos de 42 países mostrou que 91% das organizações já haviam enfrentado pelo menos uma grande disrupção além da pandemia. Em apenas dois anos, cada empresa havia passado, em média, por 3,5 eventos relevantes. E 76% afirmaram que sua disrupção mais grave provocou impacto médio ou alto nas operações, acompanhado de consequências financeiras e reputacionais.

O problema é que os riscos já não respeitam fronteiras internas. Um ataque cibernético vira crise de atendimento. A insatisfação chega às redes. As redes atraem a imprensa. A imprensa chama a atenção de reguladores. Reguladores pressionam a empresa. Investidores começam a fazer perguntas. E o que parecia um incidente técnico transforma-se em uma crise corporativa.

Por isso, mapear riscos isoladamente já não basta. É preciso entender como eles se conectam, quem podem atingir e até onde podem escalar.

Um bom Radar de Crises não olha apenas para o ponto onde o problema nasce. Olha para o caminho que ele pode percorrer.

📌 Este é o quinto post da nossa série sobre Radar de Crises, um dos serviços oferecidos pela Corp Comunicação aos seus clientes e parceiros.

Talvez a pergunta mais importante não seja “qual é o nosso maior risco?”, mas: “qual pequeno problema tem potencial para crescer muito rápido?”

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