Quem trabalha com comunicação corporativa sabe: nem sempre é fácil convencer uma empresa de que sua reputação vale tanto quanto — ou até mais do que — um bom produto ou serviço.
Mas e se a gente pensar na reputação como um ativo? Algo que precisa ser cuidado, gerido e sustentado, como faz qualquer área estratégica de uma organização?
Foi isso que me chamou atenção no livro Comunicação Empresarial, do Paul A. Argenti. Uma leitura que reafirma muita coisa que vivemos todos os dias aqui na CORP Comunicação — e que, ao mesmo tempo, nos provoca.
Argenti fala da comunicação como um campo que precisa estar conectado à estratégia da empresa. E mais: que não dá pra separar reputação de transparência, nem credibilidade de consistência.
Faz sentido, né? Afinal, não existe construção de imagem se a prática não sustenta o discurso.
A gente vê isso, por exemplo, quando uma marca nos procura em crise e quer uma solução rápida. Mas comunicação de crise não se resolve com “nota oficial”. Se resolve com preparo, com plano, com relação construída antes da turbulência.
O autor também fala sobre o papel das lideranças, sobre o valor das relações com a imprensa, com os funcionários, com os investidores, com o governo. E é aí que entra a nossa rotina na CORP: conectar tudo isso. Dar coerência e propósito às mensagens. Ser ponte entre o que a empresa faz e o que a sociedade espera.
É claro que a teoria não resolve tudo. Mas quando a prática confirma o que diz um bom livro, é sinal de que estamos no caminho certo.
Você também sente que a comunicação das empresas ainda é subestimada? Que a reputação só ganha valor quando algo dá errado?
