A crise de imagem como fator de descoberta da necessidade de se ter uma Assessoria de Imprensa estruturada
Ainda hoje, muitas empresas — inclusive entre as grandes — descobrem o valor da Assessoria de Imprensa e das Relações Públicas no pior momento possível: quando já estão no meio de uma crise de imagem.
É curioso, mas não incomum. Assim como áreas de governança e #ESG muitas vezes são criadas por pressão do mercado, por pressão dos grandes clientes, e não por uma evolução da empresa, a comunicação corporativa ainda entra tarde – e de forma emergencial – em muitas organizações.
Os números ajudam a entender o cenário. Estudos internacionais indicam que mais de 70% das empresas já enfrentaram algum tipo de crise reputacional nos últimos cinco anos, e cerca de 25% dessas crises geraram perdas financeiras relevantes (algumas não se levantaram mais).
No Brasil, levantamentos do setor mostram que a maioria das empresas só estrutura um plano de comunicação de crise depois de vivenciar um episódio crítico. Isso causa alguma surpresa em você?
O problema é que, sem preparação, o custo é sempre maior. Empresas que já contam com uma agência ou área profissional de assessoria de imprensa antes da crise contam com um ativo decisivo: um capital reputacional construído ao longo do tempo.
São organizações que já foram vistas, ouvidas e compreendidas em contextos positivos — o que influencia diretamente a forma como serão percebidas no momento adverso.
Além disso, há um fator-chave: relacionamento. Quando a crise chega, não é hora de começar do zero. Empresas que já construíram uma relação sólida com jornalistas conseguem ser ouvidas com mais abertura, apresentar sua versão com mais equilíbrio e, muitas vezes, evitar distorções.
Porque tem algo que não pode estar fora do radar dos empresários: toda empresa (e mesmo toda pessoa de alta visibilidade social) está vulnerável a situações de crise.
Erros acontecem. Acidentes também. O que define o impacto deles não é apenas o fato em si, mas, principalmente, a forma como ele é gerido — e como a reputação foi construída antes dele.
No fim, muitas organizações aprendem da forma mais dura e traumática que comunicação não é custo, é proteção e estratégia.
A questão é: muitas empresas vão continuar esperando a crise chegar para perceber isso?
