Quando a reputação também é afetada pela forma como se encara a saúde dos colaboradores

saúde dos colaboradores

Sumário

Há algo silencioso acontecendo dentro das empresas — e que não aparece nos relatórios financeiros.

Mas aparece nos afastamentos, nas faltas, na queda de energia, na dificuldade de concentração, na perda de talentos.

E, cada vez mais, na reputação.

Como alguém que vem se dedicando, nos fins de semana, a uma formação na área de saúde mental, tenho ampliado meu olhar sobre esse tema. E a constatação é clara: estamos diante de uma questão estrutural.

Segundo a #OMS, depressão e ansiedade geram perda global de cerca de US$ 1 trilhão por ano em produtividade.

No Brasil, transtornos mentais já estão entre as principais causas de afastamento do trabalho, de acordo com o INSS.

Estudos da Gallup mostram que colaboradores em sofrimento emocional têm até 63% mais faltas e menor engajamento.

Mas não se trata apenas de números.

Vivemos um tempo de excesso de informação, fragilidade nas relações, pressão financeira crescente e insegurança constante. A “Sociedade do Cansaço”, como define o filósofo contemporâneo Byung-Chul Han, não é uma metáfora — é um diagnóstico.

Empresas que tratam isso como algo periférico estão ficando e vão ficar cada vez mais para trás. Porque o mercado observa. E os melhores profissionais também.

Cuidar da saúde integral deixou de ser um gesto de cuidado. É uma decisão estratégica, que impacta diretamente produtividade, cultura e reputação.

Nesse cenário, as empresas serão lembradas não apenas pelo que entregam — mas também por como cuidam das pessoas que tornam possível o que entregam.